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O post de hoje é de Denise Neves, que vai estar com a gente por aqui como colaboradora a partir de agora. Eu estou muito feliz com essa parceria. Denise é empreendedora digital, ama escrever e contar estórias. Confere aí!

Quando foi mesmo que eu perdi minha criatividade?

Uma professora primária estava seguindo os seus alunos de 6 anos numa aula de desenho.  Uma menina sentada no fundo da classe completamente absorvida pelo seu trabalho chamou a sua atenção. A professora perguntou o que ela estava desenhando. A menina respondeu “estou fazendo um desenho de Deus”. A professora surpresa disse “Mas ninguém sabe como Deus se parece”. A menina respondeu: “eles saberão em um minuto.”

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Eu adoro essa estória. Ela abre o livro “O Elemento: como encontrar sua paixão muda tudo” de Ken Robinson, especialista em criatividade e educação, publicado pela editora Penguin. Ken nasceu em Liverpool, Inglaterra, onde foi educado e trabalhou como acadêmico, hoje mora em Los Angeles.

 

Crianças são altamente criativas, elas não tem medo de errar. Porém, durante o processo de educação formal somos programados para evitar os erros. Ken Robinson defende, “se você não estiver preparado para errar, você nunca vai fazer nada original.”  Criatividade é também muito menos valorizada nas escolas que excelência acadêmica. O tempo passa, as crianças se transformam em adultos e aprendem a ter medo de errar e abandonar sua criatividade, nada de arriscar, por favor.  A consequência é que criatividade e talentos muitas vezes são destruídos durante a vida escolar de uma criança.

 

Mas por que isso? A resposta é que os sistemas atuais de educação foram pensados no século XIX para atender às demandas da revolução industrial. A hierarquia de matérias foram definidas de acordo com as necessidades daquele período. Disciplinas como matemática, ciência e línguas no topo, artes e educação física lá embaixo, são matérias “secundárias”. No pensamento da maioria das pessoas, “as matérias do topo é que vão te dar um emprego”.

 

As crianças que estão entrando na escola agora irão se aposentar lá pelo ano de 2080. Você tem idéia de como será o mundo em 2080? Os modelos de educação atuais certamente não são mais efetivos para preparar as crianças de hoje para as as incertezas do futuro.  A escola de hoje serve para preparar a criança a entrar na universidade. E é assim que elas são também avaliadas.  Acontece que há 50 anos atrás se você tinha uma graduação, você tinha um emprego. Hoje em dia com o aumento da população isso deixou de ser verdade.

Se a criança tem interesse por música, os adultos ao redor dizem “não faça música, você não vai ser um artista”, ou “não faça artes, você acha que poderá ser um Van Gogh?”. Um dia eu assisti a um vídeo de um músico pernambucano que dizia que sempre que as pessoas o perguntavam o que ele fazia e ele respondia “sou músico”, vinha sempre uma segunda pergunta “sim, mas você trabalha com que?”

Resultado, muita gente criativa, de talento, pensa que não são talentosas. A maioria não teve oportunidade de praticar aquilo que elas gostavam de fazer na escola, ou quem sabe ainda havia um estigma para aquele tipo de atividade.  Muitas pessoas passam toda a vida sem saber quais são os seus talentos e chegam até a duvidar se têm algum. Na verdade acham que não são bons em nada.

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Um outro exemplo interessante usado por Ken Robinson é o de Gillian Lynne. Aos oito anos, Gillian foi diagnosticada na escola como uma garota com dificuldade de aprendizado, o que seria hoje chamado de Transtorno de Déficit de Atenção/hiperatividade (TDAH). A mãe de Gillian a levou ao psicólogo e depois de uma boa conversa, o “doutor” pediu licença a Gillian e saiu da sala com a sua mãe. Antes de sair ligou o rádio. O psicólogo e a mãe da menina a observaram de longe, através de uma janela da sala. Gillian imediatamente se conectou com a música e começou a dançar.

O “doutor” se virou para a mãe e disse “Mrs. Lynne, sua filha não está doente, ela é uma dançarina. Leve-a a uma escola de dança”. Gillian Lynne é bailarina, dançarina, coreógrafa, produtora, criadora de musicais famosos como Cats e Fantasma da Ópera. O seu trabalho trouxe prazer para milhões de pessoas e ela também construiu um negócio de milhões de libras. Quando criança, alguém queria que ela tomasse uma medicação e ficasse quieta.

É preciso repensar e mudar os princípios fundamentais em que as crianças estão sendo educadas para encarar o futuro. Inteligência e capacidade humana são conceitos complexos, dinâmicos e se manifestam de forma distinta em cada pessoa.  Os sistemas de educação de alta performance são personalizados de acordo com os interesses e aptidões das crianças, e devem estimular a curiosidade e participação ativa dos alunos. Educação sem aprendizado, não é educação. A imaginação humana é um dom que deve ser apreciado.

A Finlândia é hoje o país mais avançado em educação. As escolas estão mudando o seu sistema de ensino, matérias estão sendo substituídas por tópicos interdisciplinares, e os alunos são estimulados de acordo com os princípios da educação de alta performance, atendendo às necessidades da sociedade moderna.

Se você se interessou pelo assunto, não deixe de assistir às três palestras de Ken Robinson no TED.com. Cada uma complementa a anterior.

Também recomendo a leitura de seus livros para quem está interessado em skr_finding_your_element_coverB3ddescobrir os seus talentos e buscar uma vida com mais propósito.  Em breve vou escrever um artigo sobre o nosso “Elemento”, um assunto que me intriga e me fascina ao mesmo tempo.

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Denise Neves é empreendedora digital, adora escrever e anda em busca do seu elemento.

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