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Eu sempre amei Carnaval, sempre fui aquela foliã que não parava, que passava o ano pensando nas minhas fantasias, cada detalhe, cada história que cada uma ia contar. Em 2005 eu casei num baile de Carnaval, imagina só!

Passei minha vida achando que sem o Carnaval a vida ficava mais triste, que sem ele, eu não teria as tais histórias para contar. Esse ano tudo mudou. Esse ano eu não saí pra a rua, não foi como sempre foi.

Esse ano foi o ano que me dei conta de que tenho uma família que não curte o carnaval como eu curtia, que não vê no carnaval o que eu via, que não sente o que eu sentia, até que percebi que os meus sentimentos também mudaram em relação a ele.

Aqui em Recife Carnaval é coisa séria, gente! É uma seita pra quem nasceu folião. É um ritual que mexe geral com a cabeça, corpo e principalmente com a alma.

Começa muito antes, nas prévias desde o Revellion, não é brincadeira, a coisa começa muito antes do que qualquer lugar do mundo. O gliter e as penas vão começando a aparecer por todo lugar, o frevo vai se espalhando pela cidade e não para mais até a quarta-feira de cinzas.
Mas, pra mim esse ano foi diferente.

Fiz planos pra trabalhar no Carnaval inteiro, precisava reorganizar a vida pra quando o ano começasse por aqui. Mas, esqueci que as crianças não tinham aula, esqueci que o marido não ia trabalhar, esqueci que a minha ajudante não ia estar por aqui. Esqueci que esse carnaval eu ia mesmo era ficar disponível pra a minha família.

Sou aquela empreendedora que tem como uma das premissas básicas da minha mudança de vida, ter mais tempo pra a família. Então, vamos lá, é hora que colocar em prática.

Passei o carnaval brincando de boneca, desenhando, pintando, lendo livros infantis, assistindo muitos filmes, passando tempo na varanda com o marido e amigos, cuidando dos filhotes pra que eles tivessem um feriado tranquilo e feliz. Sem fantasia, sem gliter, sem frevo no pé, mas cheia de histórias pra contar. Pra não dizer que não teve fantasia, teve sim!

Fiz com o meu filho mais novo um canal no youtube pra a filhota, meu filho pintou uma tela linda, assisti filmes agarradinha com as crianças, conversamos, fomos juntos pra a cozinha, dançamos, comemos caranguejos com amigos, bebemos e comemoramos esse carnaval de um jeito bem diferente do que sempre fazíamos.

Eu não consegui trabalhar muito, mas consegui ver que mais importante que um bom Carnaval é quando a gente se dá conta que a festa não é o mais mágico, mas as histórias e a conexão que a gente tem com as pessoas que amamos. Era assim antes no Caranval, é assim hoje aqui em casa. Amém, né?

E você, como foi o seu Carnaval? O seu ano também começou em março mesmo sem você querer? Se sim, FELIZ ANO NOVO PRA VOCÊ também!

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