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Olá, garimpeiros, tudo bom?

Na semana passada estive em Berlim e encontrei com amigos muito queridos, Rodrigo, Carol, Valy e Nico, seus filhos lindos. Aproveitei para fazer uma entrevista com Rod, que é um grande publicitário que já passou por várias agências pelo mundo afora, nos EUA e aqui na Europa. Hoje, está em Berlim, mas já de mudança para a Inglaterra. Eita, menino disputado!!!   O post de hoje é sobre várias dicas de ouro sobre o mercado de comunicação aqui pela Europa. Fala aí, Rod !!! Aproveitem!!!!

 

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1. Antes de qualquer coisa, se apresenta melhor pra o pessoal.

Meu nome é Rodrigo Borborema Henriques, sou diretor de criação da McCann (agência de publicidade) em Berlim, atendo as contas da Siemens, Coca Cola e Mastercard na Alemanha e Suiça. Sou formado em publicidade e marketing e tenho 14 anos de experiência trabalhando em agências do Brasil, USA e Alemanha.

 

2. Rod, como anda o mercado de empreendedorismo aqui na Europa?

O empreendedorismo sempre foi muito forte na Europa, As pequenas empresas formam a base da economia de vários países, como a da Itália por exemplo. Depois da recente crise, foi possível perceber em muitos deles a falência de várias pequenas empresas, deixando o mercado instável para empreender. Agora a passos lentos a economia europeia esta voltando a crescer e com isso já é possível constatar o surgimento de vários novos negócios, especialmente os que funcionam em plataformas digitais.

A comunidade europeia criou um projeto chamado European Entrepreneurial Region (EER). Esse projeto identifica e recompensa as regiões da comunidade europeia que revelam uma estratégia política extraordinariamente empreendedora e inovadora, independentemente da sua dimensão, riqueza e competências.

Na Alemanha abrir um novo negócio significa ter que fazer um belo dever de casa com o plano de negócios, principalmente se for no setor alimentício, várias licenças e seguros são necessários nesse ramo. A parte de impostos é um capítulo a parte, sonegar impostos, de qualquer maneira é um risco tremendo. Aqui dá cadeia MESMO! O Presidente do Bayern de Munique está atualmente atrás das grades por dois anos devido a sonegação de dividendos de suas empresas. Então nem pensar em ter caixa dois. Os pagamentos realizados com cartões de crédito tambem recebem uma taxa extra de 8% do valor da venda, ou seja, 8% a menos de lucro para o empresário com as vendas feitas com esse tipo de pagamento. Por isso, vários pequenos estabelecimentos na Alemanha nao aceitam cartões de crédito.

Mas, nem tudo é dificuldade. A micro empresa que fatura ate 18.000 Euros brutos anuais está isenta de pagamento de impostos. Desde 2010, o Global Entrepreneurship Week Alemanha é organizado pelo ministério federal. Com o lançamento do chamado “Gründerwoche Deutschland” (Startup Week Alemanha), o ministério quer criar uma rede nacional, a fim de promover o espírito empreendedor em toda a Alemanha, aumentar a consciência do empreendedorismo e sua importância dentro da sociedade. Ao todo, os parceiros oferecem competições juvenis, feiras de empreendedorismo, start-up day, consultorias, aconselhamento especializado e muitos mais.

A má notícia para o empreendedorismo digital na Alemanha é a de que investidores alemães estão cautelosos. Ao invés de apostar em muitas empresas na esperança de que uma vá crescer explosivamente, investem mais seletivamente e esperam uma alta proporção para reaver o investimento no prazo de 18 meses. Os bancos alemães e cooperativas que financiam muita empresas tradicionais estão hesitantes em emprestar para empreendedores digitais ainda não testados. Mesmo com essas dificuldades, o mercado de pequenas empresas digitais está em franco crescimento na Europa, especialmente na Inglaterra, Suécia e Holanda.

 

3. E o mercado de comunicação e marketing?

O mercado de comunicação europeu é bastante diverso, varia muito de país para país. Eu já tive a oportunidade de trabalhar com as contas da Audi, P&G e Opel para todo o mercado europeu e uma coisa garanto – Não é nada fácil. Os gerentes de marketing dos países pensam diferente, as necessidades dos mercados são diferentes, alinhar uma campanha que atenda a tudo isso ao mesmo tempo é extremamente difícil.

Assim como no Brasil, as verbas não são mais as mesmas, estão bem mais reduzidas e distribuídas de forma mais inteligente. A comunicação hoje está voltada para a criação de relevância para as marcas, a publicidade é só uma das muitas ferramentas para que isso seja realizado. A caixa de ferramentas hoje é bem mais complexa. Pensar de maneira mais holística e mais integrada é uma realidade. O que era eficiente há 10 anos atrás não está mais funcionando. Criar relevância pode ser desenvolver um novo produto, um novo serviço, um novo software ou simplesmente implementar ou modificar algo já existente e não necessariamente fazer um comercial de TV, um banner para a internet ou um anúncio para revista. Pensando nessa forma elevamos nossa função junto aos clientes. Passamos a ser consultores e não somente executores. Estamos cada vez mais pensando nos produtos como mídia e não pensando em mídia para o produto. Isso é um assunto polêmico no Brasil pelo modelo de remuneração adotado no país, que na minha opinião nao se sustentará por muito mais tempo.

O mercado hoje parou de olhar para as pessoas como consumidores ou target groups, começamos a olhar para eles como amigos. Não importa se o seu marketing é bom, se o design do seu produto é ótimo, se o preço é fenomenal, se você não entender as pessoas como pessoas e não como números a sua marca não vai gerar confiança e nem será relevante. Quando confiamos em alguém ou em alguma marca, nós estamos mais dispostos a arriscar, a pagar mais ou a explorar um novo produto. É ai onde mora o perigo das pesquisas como única forma de guiar seu posicionamento.

Partindo da premissa que devemos olhar as pessoas como amigos e não como consumidores, um amigo não chega pra você e pergunta: Como eu devo me vestir para falar com você? Que cor de camisa eu tenho que usar? Que palavras devo falar para você me compreender melhor? Qual o horário mais adequado para falar com você? Se eu seguir todas essas regras será que o meu amigo gostará mais de mim? As marcas tem que falar sobre o que elas acreditam de verdade, para atrairem pessoas que acreditam nas coisas que elas acreditam. O mercado europeu hoje investe mais em behaving do que storytelling.

Adorei esse job do Rod, olha aí gente que super ideia!!!! É uma campanha antiga, mas muito show!!!

 

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4. Onde busca suas inspirações?

Busco as minhas inspirações nos mais variados lugares, desde uma viagem, um filme, um restaurante, uma feira livre, numa conversa com meus filhos ou em um novo gadget. Os insights humanos estão em todos os lugares, basta a gente estar atento para percebê-los. Um bom profissional hoje em dia além de ser criativo tem que entender e ser um pesquisador de novas tecnologias.

Olha quantas dicas legais que ele dá aqui, gente!!!!

 

 

coisas p fazer em BERLIN

 

5. Como acha que as pequenas empresas devem divulgar suas marcas?

A grande maioria das pequenas empresas tem budgets de comunicação bastante reduzidos, então uma solução prática, eficaz e barata é a utilização das mídias sociais para divulgar, engajar e criar relevância. O problema é que em quase toda sua totalidade as pequenas empresas utilizam as mídias sociais de maneira errônea. Antes de oferecer qualquer tipo de “propaganda” as empresas tem que engajar as pessoas, criar conteúdo gratuito e aos poucos incorporar as ofertas.

Outro erro constante é achar que o mesmo conteúdo funciona para qualquer mídia social. Por exemplo, um vídeo postado no youtube não vai funcionar da mesma maneira se postado no Facebook e que por sua vez também será diferente se postado como link no Twitter. Através de um estudo recente, foi constatado que as pessoas reagem de maneira diferente de acordo com as plataformas que estão usando. Um conteúdo foi postado para as mesmas pessoas no Facebook, Vine, Instagram e Twitter e as pessoas responderam de forma diferente de acordo com cada plataforma, ou seja, é fundamental criar material “taylor made” para cada mídia social. E mais uma vez enfatizando, OFERECER conteúdo gratuito primeiro para depois vir com a propaganda.

Criar comunidades tambem é super importante, utilizar pessoas influentes nas mídias sociais, mas de maneira passiva e sutil. Hoje, a principal ferramenta de auxílio em targeting consumidores se chama Facebook Dark Post. É possível detectar e enviar conteúdo para pessoas que são realmente seu público alvo. Diferentemente do Google ads, chega diretamente no feed do seu Facebook.

O Twitter e Instagram também estarão disponibilizando opções similares muito em breve. O ROI (retorno do investimento) dessa ferramenta é realmente surpreendente. E a dica mais importante de todas para as pequenas empresas: Sempre pensar como startup. Quando eu falo pensar como startup significa pensar inovando, decretando o fim das velhas ideias e maneiras. Basicamente fazer mais com menos.

Pra finalizar, mais uma sacada show nesse job!!!

coca pop

 

Rod, querido, muitíssimo obrigada pelas dicas, pelo papo, e pelos dias ai junto com vocês, nos vemos em breve!!!! Bjs!!!

Adorei! E vocês?

Pra quem ainda não conhece o DARK POST, clica aqui. Infelizmente só consegui achar o tutorial em inglês. E quem aí já usou o dark post no Facebook? Que tal compartilhar os resultados aqui? Vamos adorar! 

Pra quem tiver por aqui pela Alemanha, também indico participar desse evento incrível, o International Design Festival 2015, agora em junho, vai perder? Vamos fazer cobertura de tudo que vai acontecer por lá!!! Aguardem!

Abraço grande!

Germana Uchoa

 

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